Morales rebate críticas da imprensa e diz que não se calará

La Paz, 11 dez (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, respondeu hoje de forma dura as críticas da imprensa de seu país e disse que não se calará e que seguirá se defendendo do que considera mentiras publicadas em um jornal.

EFE |

"Não vão me calar, tenho direito a me defender frente às humilhações e ofensas de alguns meios de comunicação!", disse Morales em um ato perante banqueiros e empresários, no qual assegurou que "só 10% dos jornalistas devem ter dignidade".

Desde ontem, o líder foi alvo de duras críticas por parte de organizações de imprensa, meios de comunicação e da oposição, por considerarem que ele humilhou e abusou de seu poder frente a um jornalista do diário "La Prensa" em um ato no Palácio de Governo.

O líder voltou hoje a insistir que são falsos os relatórios desse diário sobre sua suposta participação em uma negociação com contrabandistas em julho passado.

O caso, investigado no Congresso, eclodiu com uma denúncia de um ex-chefe de Alfândega que acusou o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, de fazer acordos com contrabandistas que levavam 33 caminhões com mercadorias ao Brasil.

Após a chuva de criticas que recebeu dos jornalistas, Morales também disse que as entrevistas coletivas servem apenas para que se "insulte o presidente" e não as necessita porque se comunica diretamente com a população "de boca a boca".

Pouco antes do discurso de Morales, o porta-voz presidencial, Ivan Canelas, disse em coletiva de imprensa que de maneira clara o periódico "La Prensa, que se edita em La Paz, está mentindo para o país com suas publicações" e quer danificar "a imagem" do líder.

Segundo Canelas, este caso pode derivar em ações legais no Conselho Nacional de Ética e no Tribunal de Imprensa do país. EFE ja/rr

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