Morales quer expulsar voluntários de ONG por suposto caso de terrorismo

La Paz, 1 mai (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, advertiu hoje de que expulsará do país os membros da Human Rights Foundation (HRF) se continuarem trabalhando com grupos separatistas que estão sendo investigados por um caso de suposto terrorismo.

EFE |

"Na dura investigação sobre alguns separatistas foi descoberta uma fundação chamada Human Rights que trabalha com estrangeiros que vêm para dirigir a Bolívia. (...) Se continuarem, estes estrangeiros teriam que sair e os bolivianos que estiverem metidos nisso aqui deveriam ir à prisão", disse o presidente.

Ele fez as declarações em um ato de comemoração pelo Dia do Trabalho realizado em La Paz, após liderar uma grande passeata durante a qual rejeitou também as ações terroristas investigadas no país.

Morales lamentou que, sob o pretexto da defesa dos direitos humanos, essa fundação esteja colaborando com grupos separatistas do leste boliviano.

Na quinta-feira, o promotor Marcelo Sosa anunciou que chamará para depor o presidente da ONG HRF na Bolívia, Hugo Antonio Achá Melgar, após ouvir o depoimento de alguns dos detidos no caso de suposto terrorismo.

Em 16 de abril, a Polícia boliviana desarticulou um suposto grupo terrorista que tinha como objetivo a separação da região leste de Santa Cruz, em uma operação na qual morreram três pessoas, entre elas o suposto líder do grupo, o croata-boliviano-húngaro Eduardo Rozsa.

O presidente lembrou que, quando era dirigente sindical, os líderes "neoliberais" o acusavam de terrorista e agora são esses grupos independentistas os que estão sendo processados em um caso de terrorismo.

"Agora nos damos conta de onde vem o terrorismo, de quem são os verdadeiros terroristas e separatistas", afirmou Morales. EFE vs/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG