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Morales quer diálogo transparente com próximo líder brasileiro

Um dia depois de ser reeleito, o presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta segunda-feira que espera ter um um diálogo transparente e sincero com quem quer que venha a suceder Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto em 2010.

BBC Brasil |


Falando em La Paz, Morales afirmou que tem uma relação "sincera e fraterna" com Lula e que Brasil e Bolívia sempre manterão o diálogo. "Quando tivermos problemas de mercados e de preços, estaremos prontos para resolver, com o diálogo mais sincero, mais transparente", disse.

"Temos responsabilidades conjunturais e com nossos países. E o diálogo será sempre a via das definições, também na questão dos hidrocarbonetos."

'Momento duro' para Lula

Morales disse que "às vezes, é preciso resolver de forma conjunta as demandas e problemas de ambos os países", em um momento em que o Brasil reduz a importação de gás boliviano e em que há uma queda da cotação do gás no mercado internacional.


Evo Morales comemora vitória ao lado de seu vice / AP


Morales contou que, na época da nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia, logo depois que assumiu a Presidência em 2005, tentou "falar várias vezes com o presidente Lula", "inclusive por meio de seus ministros", mas não conseguiu.

"Se apresentou o problema da nacionalização e foi um momento muito duro para o companheiro Lula", recordou. Naquela ocasião, o anuncio afetou diretamente a Petrobras, maior investidora direta na Bolívia.

'Diálogo sincero'

O presidente boliviano disse que hoje a Bolívia exporta gás para o Brasil e Argentina com "preço solidário" e sugeriu que espera que os mercados vizinhos também sejam acessíveis para a exportação do produto têxtil boliviano.

Para ele, os acordos "devem ser de (produtos) complementares" e o produto boliviano deve ter espaço "regional".

O novo Congresso Nacional boliviano, eleito domingo, deverá regulamentar os projetos da nova Carta Magna, ratificada em janeiro num referendo. Entre estes capítulos está o de hidrocarbonetos que, segundo analistas, concede mais poder ao Estado sobre as petroleiras.

Mas uma nova lei para o setor vem sendo debatida entre o governo e estas companhias e, no próximo ano, a expectativa é de que a discussão sobre a nacionalização volte à agenda entre os dois países.

O presidente boliviano fez ainda um balanço das eleições do domingo, destacando que seu percentual de votação deverá superar as expectativas quando forem somados os votos do exterior. "Creio que chegaremos aos 67% da votação", disse.

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