Morales propõe a sindicatos discussão de nova lei de pensões

La Paz, 8 ago (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, propôs hoje à Central Operária Boliviana (COB) iniciar reuniões para concertar uma nova lei de pensões, após os enfrentamentos da última terça-feira, que terminaram com dois mortos e mais de 30 feridos.

EFE |

O chefe de Estado recebeu os dirigentes da COB no Palácio do Governo de La Paz para expressar sua predisposição ao diálogo e assentar as bases para a nova norma, explicou o vice-ministro de Coordenação com os Setores Sociais, Sacha Llorenti.

O funcionário assinalou que a idéia é "manter um cenário de aproximação no qual a razão triunfe" em lugar da violência, como a suscitada na terça-feira passada em uma localidade do planalto, onde policiais e mineradores, que bloqueavam uma rota, entraram em confronto.

O conflito terminou com dois operários da mina de Huanuni mortos e mais de 30 feridos.

O líder esquerdista propôs a COB trabalhar junto aos técnicos do Governo para "encontrar pontos de consenso com os diferentes setores de trabalhadores", declarou Sacha Llorenti.

As reuniões começarão nas próximas horas, e segundo Sacha Llorenti, se darão sobre a base de algumas coincidências com o projeto da COB, mas buscando a "sustentabilidade" para não afetar o Tesouro Geral da Nação.

A COB propôs ao Governo uma nova lei de pensões para substituir o atual sistema, controlado por duas gerentes de pensões privadas há onze anos.

O Governo apresentou ao Congresso um projeto alternativo com o qual a COB não está de acordo, e por isso leva adiante medidas de pressão que foram seguidas principalmente por mineradores e professores.

Para a próxima terça-feira, está previsto um encontro nacional de dirigentes da COB, na localidade de Huanuni, onde, segundo o dirigente minerador Guido Mitma, as medidas poderiam se radicalizar, caso o Governo "não atenda positivamente a suas reivindicações".

Mitma lembrou que o bloqueio de estradas foi suspenso pelo referendo revogatório do domingo, no qual o presidente, o vice-presidente Álvaro García e oito dos nove governadores regionais do país submeterão às urnas a continuidade de seus mandatos. EFE rs/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG