Morales promete responder a asilo do Governo peruano a ex-ministros

La Paz, 13 mai (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje que as relações diplomáticas com o Peru estão em alto risco pela decisão do Governo de Alan García de conceder asilo a três ex-ministros bolivianos acusados da morte de mais de 60 pessoas durante a repressão militar de outubro de 2003.

EFE |

Morales, em entrevista coletiva, qualificou o comportamento do Governo peruano de "agressão" e de "provocação aberta", e explicou que o gabinete boliviano analisa as medidas a serem adotadas, mas não especificou quais ações estão sendo estudadas.

O presidente reagiu desta forma ao asilo concedido por Lima a três ex-ministros bolivianos que enfrentarão um julgamento por genocídio junto ao ex-governante Gonzalo Sánchez de Lozada (1993-1997 e 2002-2003) pela morte das 60 pessoas.

Os ex-titulares bolivianos de Participação Popular Mirtha Quevedo, de Saúde Javier Torres Goitia e de Fazenda Jorge Torres Obleas pediram asilo político em território peruano para escapar do julgamento previsto para 18 de maio na Corte Suprema de Justiça, com sede em Sucre (sul).

Morales ressaltou que o Governo estuda quais serão as medidas a serem adotadas após a concessão de refúgio aos ex-ministros, mas não mencionou uma possível retirada do embaixador em Lima ou o rompimento das relações.

"Oportunamente, definiremos (as medidas). Estão em debate interno, em profundo debate dentro do Governo", disse.

Morales aproveitou hoje para relatar os conflitos que marcaram nos últimos tempos as relações com o Peru, entre eles o processo envolvendo a demarcação fronteiriça com o Chile, que, sustentou, prejudica a Bolívia, e os problemas internos da Comunidade Andina de Nações (CAN). EFE az/db

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