Morales proíbe sobrevôos antidrogas dos EUA na Bolívia

LA PAZ (Reuters) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, negou permissão para que a DEA (agência antidrogas dos EUA) realize operações de sobrevôo na Bolívia, disse na quinta-feira a agência estatal boliviana de notícias ABI. Há menos de três semanas, Morales expulsou o embaixador dos EUA em La Paz, Philip Goldberg, acusando-o de se envolver numa suposta conspiração da oposição de direita.

Reuters |

A ABI disse que Morales revelou a rejeição ao pedido da DEA durante discurso numa região rural do Departamento de Tarija (sul), uma das três regiões governadas pela oposição que desafiam as reformas socialistas do presidente.

'Há dois dias recebi uma carta da DEA dos Estados Unidos, pedia a uma instituição do Estado permissão para sobrevoar o território nacional. Quero dizer publicamente a nossas autoridades do setor: não estão autorizadas a dar permissão para que a DEA possa sobrevoar o território boliviano', disse Morales, segundo a imprensa local.

A embaixada dos EUA não se manifestou sobre o fato.

Nos últimos meses, como parte da escalada de tensões entre os dois países, sindicatos de produtores de coca, leais a Morales, expulsaram funcionários da USAid (agência de cooperação internacional dos EUA) de seu território, no centro da Bolívia. O governo fez o mesmo com a DEA.

Washington, que também expulsou o embaixador boliviano, retirou da Bolívia o certificado de cooperação em questões antidrogas, o que pode levar à perda de benefícios comerciais.

Morales é um sólido aliado do presidente esquerdista da Venezuela, Hugo Chávez, com quem compartilha um discurso 'antiimperialista'.

(Por Carlos Alberto Quiroga)

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