Morales pede paciência a seguidores diante de sessão do Congresso

La Paz, 21 out (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu hoje aos milhares de seguidores reunidos na Praça Murillo, em La Paz, que tenham paciência diante da grande sessão do Congresso Nacional que ainda debate a aprovação do referendo sobre a nova Constituição.

EFE |

Já dura quase 12 horas a sessão parlamentar iniciada nesta segunda-feira por volta das 19h (21h, em Brasília), após se concretizar um acordo político entre governistas e opositores para dar sinal verde à consulta constitucional que será realizada em 25 de janeiro de 2009.

O debate começou com o discurso de mais de 50 legisladores.

Às 3h (5h, em Brasília) o Congresso aprovou uma lei interpretativa para ratificar as correções ao projeto da Carta Magna estipuladas entre as forças parlamentares e que afetam mais de 100 artigos do texto da Assembléia Constituinte.

Posteriormente, começou a ser lido cada um dos 411 artigos que integram o texto constitucional com o qual Morales pretende modificar a Bolívia.

"Desta forma nos incomodam", disse o presidente a seus seguidores, que, assim como ele, permaneceram toda a noite na parte externa do Congresso esperando o final da sessão e aos quais Morales agradeceu o esforço.

"Esses pequenos grupos nos fazem sofrer", ressaltou o presidente em referência a seus opositores, aos quais acusou de estarem provocando uma reação violenta dos manifestantes para que tomem o Parlamento.

Por isso, pediu que eles tenham paciência, pois "cedo ou tarde" se aprovará o referendo constitucional, segundo Morales, que encerrou seu breve discurso com sua clássica expressão "pátria ou morte", ao que a multidão reunida na Praça Murillo respondeu "venceremos".

O partido de Morales - Movimento ao Socialismo (MAS) - e as forças parlamentares da oposição fecharam na segunda-feira um acordo sobre a consulta constitucional que inclui ainda a antecipação de eleições gerais para dezembro de 2009.

Para conseguir este consenso, o Congresso advertiu Morales de que só poderá ser candidato às eleições de 2009 caso não dispute a reeleição nos próximos pleitos.

O MAS também chegou a um acordo sobre modificar "substancialmente" 100 artigos relacionados à descentralização autônoma, às reformas agrárias e judicial, ao modelo econômico ou aos recursos naturais, entre outros. EFE sam/fh/db

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