Morales pede fim de bases militares dos EUA em países do Mercosul

Assunção, 24 jul (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu hoje a complementaridade comercial na Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, e reafirmou que os Governos da região deveriam acabar com as bases militares dos Estados Unidos em seus países.

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"Na política de competitividade, nunca nossos países vão se beneficiar", disse Morales em seu discurso na cúpula, realizada em Assunção, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos chefes de Estado do Paraguai, Argentina, Uruguai e Chile.

"Sinto que as políticas de comércio às vezes colocadas do Ocidente, da Organização (Mundial) do Comércio, afeta extremamente nossos povos", disse.

O líder também defendeu o processo de nacionalização que realizou em seu país após assumir o poder e criticou os programas neoliberais que "fizeram crer que o setor privado vai resolver o tema do desemprego e dos serviços básicos".

"Passaram-se 20 anos e nada", disse, insistindo em que os Governos da região deveriam tomar nota da origem do golpe de Estado que levou à deposição e expulsão do presidente Manuel Zelaya de Honduras, em 28 de junho.

"Qual é a origem do golpe de Estado em Honduras? De nosso ponto de vista, é a intervenção militar dos Estados Unidos", através de sua base militar instalada nesse país centro-americano, disse Morales.

"Sinto que (o presidente dos EUA, Barack) Obama não está comprometido, mas há uma estrutura do império americano" em Honduras, disse o governante, ao reiterar que se a guerrilha ou um grupo de esquerda estivesse à frente do golpe, "o Comando Sul não teria permitido". EFE lb/an

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