Morales pede apoio militar e policial para referendo na Bolívia

LA PAZ (Reuters) - O presidente boliviano, Evo Morales, perseguido por um grupo de governadores de direita que decidiram não acatar o próximo referendo revogatório de mandatos, pediu na terça-feira à polícia e às Forças Armadas do país que façam com que a constituição seja respeitada. Um dia depois de cinco governadores recusarem o referendo revogatório convocado para 10 de agosto e exigirem que as eleições sejam feitas mais cedo, o presidente indígena respondeu, enérgico, que não cederá às pressões conservadoras contra a sua refundação do país.

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'Quero pedir à polícia nacional e às Forças Armadas (que) dêem o exemplo de respeitar normas e fazer respeitar a constituição', disse Morales, durante discurso em um ato para comemorar o aniversário da polícia boliviana.

Morales afirmou que não convocou o referendo, mas somente aceitou este 'desafio' feito no ano passado por vários governadores e convocado em maio pelo congresso, por iniciativa da oposição.

'Os que querem que eu saia agora não querem ir ao referendo revogatório, não querem que o povo, neste processo de aprofundamento da democracia, tenha o direito de não só escolher as autoridades, mas também derrubar presidentes, vice-presidente e governadores', acrescentou.

(Por Carlos Alberto Quiroga)

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