Morales pede a Obama que condene suposto atentado do qual foi vítima

Port of Spain - O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu hoje ao governante dos Estados Unidos, Barack Obama, que não se cale, como fizeram os antecessores do americano no cargo, e rejeite na Cúpula das Américas a tentativa de atentado da qual o boliviano teria sido vítima há poucos dias.

EFE |

"Eu peço nesta reunião que o presidente Obama rejeite, e que não se cale (...), se não disser nada posso pensar que a conspiração foi organizada perante a Embaixada (americana)", disse Morales ao pedir a Obama que condene essa tentativa de magnicídio.

Morales acrescentou que o líder americano deveria adotar esse gesto, depois que muitos países, além da Organização dos Estados Americanos (OEA), condenaram o plano de atentado contra a vida do governante boliviano.

A Justiça da Bolívia ordenou na sexta-feira a prisão preventiva do boliviano Tadic Astorga e do húngaro Elod Tóaso, acusados pelo Governo de tentar assassinar Morales, após ser detidos na cidade de Santa Cruz, no leste do país.

Durante uma operação policial em Santa Cruz foram mortos o romeno Magyarosi Arpak, o irlandês Dwayer Michael Martin e o boliviano Eduardo Rózsa Flores, três supostos terroristas que planejavam matar Morales, segundo denuncia o próprio Governo.

Com eles foi apreendido armamento avançado, conforme explicou o presidente boliviano.

O líder explicou que tinha ido à Cúpula das Américas com a vontade de buscar cooperação e diálogo, para o que reivindicou que os Estados Unidos deixem de lado a ingerência em assuntos de outros países, após denunciar que, durante a Administração de George W. Bush, essa era a política habitual.

Morales fez o pedido durante a reunião dos líderes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) com Obama, antes da primeira sessão de debates, e o anúncio ocorreu posteriormente em entrevista na capital de Trinidad e Tobago.

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