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Morales oferece 13 milhões de hectares a emigrantes e sem-terra

La Paz, 22 jan (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje que seu Governo dispõe de 13 milhões de hectares de terra para distribuir a emigrantes que queiram retornar ao país para trabalhar na agricultura e a camponeses e indígenas que não possuem terras.

EFE |

Morales fez o anúncio durante a cerimônia de sua segunda posse para um novo mandato até 2015, que ocorre hoje na Assembleia Legislativa Plurinacional de La Paz.

O líder explicou que entre 2006 e 2009, durante o primeiro mandato, identificaram-se 13 milhões de hectares de terras fiscais disponíveis no país "a pessoas sem-terra ou com terra insuficiente" para distribuí-las a camponeses e emigrantes.

Morales lembrou que seu Governo começará a aplicar neste ano um plano para repatriar famílias de bolivianos residentes na Argentina, entre as quais serão distribuídos 1.556 hectares de terras no departamento de Santa Cruz (leste).

"Tomara que nossos irmãos que vivem na Argentina, Espanha e Estados Unidos possam voltar. Temos 13 milhões de hectares disponíveis", disse Morales em seu discurso.

A partir de fevereiro, está previsto o retorno de 40 famílias que atualmente vivem em Escóbar, na província argentina de Buenos Aires, e que não contam com terras próprias para cultivar produtos agrícolas.

O plano de Morales também prevê o retorno ao país de pelo menos 50 famílias que vivem em Arica, no norte do Chile, a partir de maio para que trabalhem em terras no norte e leste da Bolívia.

Este programa governamental inscreve-se na "revolução agrária" impulsionada pelo Executivo boliviano que, entre outros aspectos, inclui um processo de revisão da propriedade de terras para verificar se os fazendeiros cumprem com a "Função Econômica Social (FES)" estabelecida nas normas bolivianas.

Até o momento, o Governo expropriou terras de empresários de Santa Cruz e La Paz com o argumento de que eram ociosas e que não tinham produção.

Os líderes cívicos e empresariais de Santa Cruz denunciaram várias vezes que as expropriações são uma "perseguição política" do Governo contra empresários dessa região, o que foi negado pelo Executivo. EFE gb/sa

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