Morales nomeia militar como novo governador de Pando

La Paz, 20 set (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, nomeou hoje como novo governador regional interino do departamento de Pando (norte) o almirante Rafael Bandeira, que substituirá o opositor Leopoldo Fernández, preso em La Paz. Bandeira, até agora encarregado da Defesa Civil no departamento amazônico de Beni, em um ato celebrado no Palácio de Governo, foi designado por Morales para substituir Fernández, detido por ter violado o estado de sítio decretado em sua região. Fernández, que venceu as eleições de 2005, se encontra recluso em uma penitenciária de La Paz como medida cautelar ordenada por um juiz por sua suposta responsabilidade na morte de estudantes nos confrontos registrados na semana passada. No entanto, o juiz que determinou sua detenção anunciou hoje que acatará a ordem da Corte Suprema de Justiça (CSJ) que ordenou sua transferência à sua sede de Sucre por ter um privilégio especial. Os choques de Pando, região do norte da Bolívia, foram os mais graves dentro da onda de violência originada pelas regiões de maioria opositora entre autonomistas contrários ao presidente Morales e os partidários do governante. O presidente disse que a decisão de nomear Bandeira foi tomada por seu trabalho para ajudar o povo prejudicado pelas inundações que afetaram a Amazônia boliviana entre 2006 e 2007, e, sobretudo, por sua honestidade. Consultando dirigentes, consultando instituições como o Alto Comando militar, decidimos que um soldado da ...

EFE |

), afastado de qualquer interesse de ordem política".

"Plenamente consciente da responsabilidade (...) em momentos históricos e muito delicados, aceito estas funções como soldado da pátria", disse o almirante durante seu discurso de agradecimento.

O novo governador regional afirmou que trabalhará "para devolver ao povo de Pando a paz, a tranqüilidade, a segurança cidadã, e as garantias constitucionais".

Além disso, assegurou que seu trabalho será desempenhado "sempre com base na Constituição e nas leis, única servidão que não mancha".

EFE az/db

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