La Paz, 14 mai (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, negou hoje que seu Governo tenha planejado fazer coincidir o referendo sobre sua manutenção no cargo, marcado para 10 de agosto, com a consulta para ratificar seu projeto de Carta Magna, rejeitado pela oposição.

"Não sei de onde saiu esse comentário (...) Vamos respeitar que seja só o referendo sobre a revogação", afirmou Morales em um encontro com agências de imprensa internacionais realizado no Palácio do Governo de La Paz.

Morales se submeterá no dia 10 de agosto a uma consulta na qual os bolivianos decidirão sobre a continuidade ou a revogação de seu mandato, assim como o de seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e o dos governadores regionais, seis deles da oposição.

Perguntado sobre se esse referendo é a solução para a crise da Bolívia, Morales respondeu que o "melhor tribunal é o povo e será o povo que o julgará".

Essa consulta definirá "com que visão de país se está de acordo", declarou Morales.

De acordo com o líder, as duas "visões de país" que estão em jogo na Bolívia são "o neoliberalismo e a corrupção", de um lado; e as políticas sociais, com respeito à propriedade privada e de redistribuição da riqueza, que impulsiona seu Governo, de outro.

Diante de correspondentes de agências estrangeiras, Morales lembrou que na Bolívia também havia crises antes, mas com golpes de Estado.

"E agora esses golpes de Estado estão sendo substituídos por referendos (...) Estamos contentes, porque já não existem golpes de Estado nem ditaduras", concluiu. EFE sam/fb

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