La Paz, 21 jun (EFE).- O presidente boliviano, Evo Morales, iniciou hoje perante uma grande concentração em Cochabamba sua campanha para ser ratificado no referendo de revogação convocado para o próximo dia 10 de agosto.

Em seu discurso, o líder pediu ao povo boliviano o apoio para sua gestão e para consolidar "o processo de mudança", ao mesmo tempo que acusou seus opositores de serem "vende pátrias" e de tentar recuperar seus "privilégios".

Morales, o vice-presidente, Álvaro García, e os nove governadores regionais se submeterão no dia 10 de agosto a uma consulta para que os bolivianos decidam a continuidade ou a revogação de seus mandatos.

O líder indígena repassou algumas das conquistas de seus quase dois anos e meio de Governo e se mostrou satisfeito especialmente com as "mudanças estruturais" conquistadas com a nacionalização dos hidrocarbonetos e as políticas sociais.

Lembrou que foi ele quem propôs o referendo para "que o povo diga quem serve melhor ao povo ou quem não serve".

O chefe de Estado lembrou que sua gestão foi infestada de "manobras" e "guerras sujas" contra seu mandato promovidas por seus opositores e por grupos que "não querem deixar a mamadeira" e que tentam "recuperar seus privilégios".

Insistiu que seus opositores continuarão com essa "guerra suja" e promoverão um "boicote econômico" durante a campanha para a consulta popular de revogação.

No referendo do dia 10 de agosto será perguntado aos bolivianos se estão de acordo com "a continuidade do processo de mudança" liderado por Morales e seu vice-presidente, assim como com a permanência ou não dos governadores regionais.

A lei deste referendo estabelece que para revogar os mandatos é preciso que o "não" supere tanto a percentagem de apoio obtido no pleito de 2005, nos quais foram escolhidos Morales, o vice-presidente e os governadores regionais, como o número absoluto de votos.

No caso de Morales e García Linera teriam que deixar os cargos se o "não" for superior a 53,7% de apoio que conseguiram em 2005 e aos 1.544.374 dos votos que obtiveram.

Se os bolivianos decidirem revogar o mandato do presidente e do vice-presidente, Morales deve convocar eleições gerais em um prazo de três a seis meses. EFE rs/ma

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