Morales inaugura registro biométrico para eleições de 6 de dezembro

La Paz, 1 ago (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, inaugurou hoje a inscrição no novo censo biométrico para as eleições de 6 de dezembro, e convocou a população a impor um recorde internacional de registros até 15 de outubro.

EFE |

Morales se inscreveu na localidade de Villa 14 de Septiembre, na zona cocaleira de Chapare, na presença do presidente da Corte Nacional Eleitoral (CNE), Antonio Costas.

O moderno censo eleitoral deve registrar digitalmente a fotografia, impressões digitais e assinatura de 3,8 milhões de pessoas no país e de 211 mil eleitores no Brasil, Argentina, Espanha e Estados Unidos.

"Temos que nos registrar para participar das eleições nacionais, para bem ou para mal. Em todo caso, será para o bem da democracia e, quando digo para o mal, (é porque) se nos derrotarem, é preciso reconhecer", disse o presidente.

A administração eleitoral da Bolívia iniciou hoje o registro de dados para elaborar o novo censo biométrico na área rural do país.

Em 15 de agosto, começará a coleta de dados nas cidades e, em 1º de setembro, será a vez dos emigrantes nos citados países.

Morales disse que seu país pode impor um recorde internacional, ao registrar todos os potenciais eleitores até 15 de outubro, apesar de "alguns organismos internacionais e países amigos" advertirem o Governo de que consideram "impossível" completar o censo.

Também destacou que seu Governo apoiou a CNE em tudo o que precisará, com um orçamento de US$ 43 milhões, a liberação tributária para importar equipamentos e o uso de aviões militares para a transferência dos mesmos a partir do exterior.

O presidente da CNE destacou que o registro implica em mobilizar mais de 60 toneladas em equipamentos, 1,5 mil terminais de inscrição e 10 mil pessoas para realizar a inscrição.

O Governo de Morales chegou a um acordo com a oposição para elaborar este registro moderno de eleitores, a fim de substituir o que foi usado em várias eleições desde a década passada, mas sobre o qual a oposição tinha denunciado irregularidades.

No entanto, a bancada governista no Congresso propôs que, se a Corte Nacional Eleitoral não conseguir cumprir o registro de todos os eleitores até outubro, deve ser habilitado o antigo censo para o pleito de dezembro, o que a oposição rejeitou.

Além do desafio do censo biométrico, as eleições de 6 de dezembro contarão com outras novidades, como o voto dos bolivianos no exterior (embora restrito a quatro países) e a formação de circunscrições indígenas para garantir a representação deste grupo na futura Assembleia Legislativa Plurinacional da Bolívia. EFE ja/an

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