La Paz, 24 fev (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, identificou hoje o capitão de Polícia Abraham Ramiro Carrasco como o agente infiltrado da CIA (agência central de inteligência americana) na companhia petrolífera estatal YPFB, que sofreu intervenção do Governo em janeiro por um escândalo de corrupção.

Em programa de rádio, Morales explicou que Carrasco, que foi demitido da YPFB após vir a público essa trama de corrupção quando foi descoberto destruindo documentos confidenciais, foi treinado nos Estados Unidos e foi "assessor para implementar segurança física em acampamentos petroleiros no Iraque".

O líder já tinha denunciado no sábado que a CIA estava infiltrada na petrolífera estatal. Morales acusou o "agente infiltrado" de ter se empregado em empresas agropecuárias e instituições do leste boliviano que se opõem a seu Executivo e na embaixada dos Estados Unidos no país, e que estava "encoberto pelos Governos neoliberais".

"Eu disse que havia uma grande infiltração da CIA e quero que o povo saiba a infiltração que havia na YPFB", afirmou o presidente, que definiu Carrasco como "um policial formado, treinado, contratado, amparado e comprado" por esta agência americana.

Ele acrescentou que o capitão pode ser "altamente perigoso quando vê sua capacidade para realizar operações encobertas, infiltração, sabotagem e controle político". EFE lav/db

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