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Morales ganha maioria dos governos regionais na Bolívia

Por Carlos A. Quiroga e Diego Oré LA PAZ (Reuters) - O partido do presidente Evo Morales conquistou no domingo a maioria dos nove governos regionais da Bolívia, mas não conseguiu penetrar nos três redutos que há décadas estão nas mãos da oposição, segundo projeções de redes de TV.

Reuters |

Mas os candidatos governistas tiveram um fraco desempenho nas eleições municipais, fracassando em sua tentativa de conquistar pela primeira vez prefeituras importantes, como a de La Paz.

Analistas disseram que, no geral, as eleições (para governadores e assembléias dos nove departamentos, e para prefeitos e vereadores nos 332 municípios) alteraram apenas ligeiramente o mapa político do país, sem risco imediato para o governo indígena e socialista do popular presidente Morales.

"O grande desejo era ganhar alguns governadores a mais, mas (passar) de três governadores em 2005 para seis agora é um triunfo importante", disse Morales no domingo à noite, em entrevista coletiva.

"O grande triunfo dessas eleições é que pela primeira vez o MAS (Movimento ao Socialismo, partido de Morales) tem três prefeituras: Cobija, Cochabamba e a combativa cidade de El Alto", acrescentou.

A oposição se manteve nos governos dos departamentos de Santa Cruz, Beni e Tarija, grande centro de produção de gás, segundo as redes de TV ATB, PAT e Unitel, citando pesquisas de boca de urna. Ainda não há resultados oficiais.

Já o MAS manteve seu domínio nos departamentos andinos de La Paz, Cochabamba, Oruro e Potosí, e no amazônico Pando -, além de conquistar Chuquisaca, no sul, que anteriormente estava nas mãos da oposição.

As emissoras, que à noite ajustaram suas projeções iniciais, disseram que o MAS conquistou a prefeitura de apenas duas das dez principais cidades do país (El Alto e Cobija).

Nas cidades de Santa Cruz, Trinidad, Sucre, Potosí e Tarija, a oposição de direita conseguiu se reeleger. Em La Paz e Oruro, a vitória foi do esquerdista Movimento Sem Medo, até recentemente aliado do MAS. O resultado em Cochabamba ainda está indefinido.

O MAS atualmente não governa nenhuma cidade importante, mas esperava repetir a votação avassaladora que levou Morales à reeleição, em dezembro.

"Em nível departamental, está clara a hegemonia do MAS, e isso tem a ver em parte com a politização e o peso do voto das áreas rurais, mas a oposição mostrou que ainda pode conseguir respaldo em seis cidades capitais", disse a analistas María Teresa Zegada à rede ATB.

"Isso põe o país perante a necessidade de mais negociação e acordos entre o poder nacional do MAS e os poderes regionais", acrescentou.

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