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Morales espera que Obama ajude a mudar satanização da folha de coca

Viena, 11 mar (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, expressou hoje, em Viena, sua esperança de que o líder americano, Barack Obama, mude a política mantida até agora por Washington em relação à folha de coca e ajude a mudar a satanização a essa planta.

EFE |

"Tenho ainda esperança de que o presidente Obama possa mudar estas políticas de penalização, de satanização da folha de coca", disse Morales, em entrevista coletiva em Viena, pouco após pedir à ONU que se retire a mesma da lista de substâncias nocivas submetidas ao controle de entorpecentes.

Diante da discriminação sofrida no passado pelos indígenas na Bolívia e pelos negros nos Estados Unidos, o presidente boliviano disse que tem "muitas semelhanças" com Obama.

No passado, o movimento indígena foi "excluído, marginalizado, humilhado. Fomos os vilipendiados da história, não somente na Bolívia", mas em toda a América, disse Morales.

O presidente boliviano falou que "os afro-americanos são outro setor" também discriminado.

"Temos a mesma história, por que não concordar?", perguntou, após lembrar que, até a chegada dele ao poder, "nunca na Bolívia se tinha pensado que um índio pudesse ser presidente. Também não (no passado) pensaram que um negro pudesse ser presidente dos Estados Unidos".

Afirmou que a recente evolução permitiu, em ambos os casos, o que não se considerava possível: as "transformações políticas" e os movimentos paralelos que implicam em uma proximidade.

Segundo Morales, "é como concordar em programas, projetos, também políticos".

Por isso, Morales tem esperança de que Washington modifique sua postura tradicional contra a retirar a folha de coca da lista incluída na Convenção da ONU de 1961, onde se estabelece que o ato de mascar essa planta deveria ser proibido no prazo de 25 anos.

"Como Governo, como presidente, como dirigente do movimento camponês produtor da folha de coca da zona do trópico, tenho muitos desejos de que as políticas possam mudar com o novo presidente dos Estados Unidos", disse.

Morales ressaltou que é insustentável a intenção de erradicar um costume e tradição de mais de 5 mil anos, mas defendeu o combate à cocaína e ao desvio da planta para esse fim ilegal. EFE wr/an

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