Morales, em greve de fome, alerta para planos subversivos da oposição

O presidente da Bolívia, Evo Morales, que se encontra em greve de fome, advertiu que a oposição de seu país, que se nega a aprovar uma lei para as eleições de dezembro, estaria articulando um plano para acabar com seu governo.

AFP |

"Sei algo importante, sei que estã preparando um plano contra Evo Morales e contra o companheiro Álvaro (García, seu vice-presidente) depois que fracassaram ao tentar tirar o voto do povo no referendo revogatório, depois que fracassaram as tentativas de despretígio, de enfraquecimento", assinalou aos jornalistas na Casa do Governo.

O chefe de Estado disse que tem informações graças a militares e policiais que fazem acompanhamento dessas pessoas da oposição.

Evo Morales se declarou na quinta-feira em greve de fome para pressionar a oposição, no Congresso bicameral boliviano, a aprovar uma nova lei sobre as eleições de dezembro próximo que permitiriam a ele apresentar-se a um novo mandato, ficando no poder até 2015.

"Diante da negligência de um grupo de parlamentares, fomos obrigados a adotar esta medida de jejum voluntário", disse Morales, em discurso pronunciado no palácio de Governo de La Paz.

Logo em seguida, um documento da coalizão governista Coordenadora Nacional pela Mudança (Conalcam) alertou: "estaremos em greve de fome junto com Morales e outros líderes sindicais da Central Operária Boliviana (COB).

O porta-voz presidencial, Iván Canelas, não descartou a possibilidade de "algum ministro" participar da greve, mas descartou a participação de todo o gabinete ministerial.

Na região central de Cochabamba, o prefeito (governador) oficialista, Jorge Ledezma, anunciou sua adesão à greve de fome "para que o Parlamento reflita e aprove a lei" eleitoral. Junto dele estavam funcionários e camponeses leais ao Governo.

A oposição questionou tal situação: "É uma greve ridícula, querem garantir de maneira desesperada a reeleição porque estão viciados, dependentes do poder, querem ficar muitos anos mais para tentar ocultar a megacorrupção", afirmou o deputado do partido opositor Podemos, Fernando Mesmer.

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