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Morales e Chávez ratificam cooperação frente a sabotagens dos EUA

Caracas, 29 out (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, e seu colega da Venezuela, Hugo Chávez, estreitaram hoje as relações comerciais entre seus países com dois acordos em matéria têxtil dentro do processo de independência da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).

EFE |

Em breves declarações, Morales criticou as "sabotagens" dos Estados Unidos aos produtos têxteis bolivianos e cumprimentou a "abertura do mercado venezuelano" aos produtos do país andino como mais um passo à conformação de um "mercado regional".

O presidente boliviano fez estas afirmações após a assinatura de acordos que permitirão a exportação de têxteis bolivianos à Venezuela mediante um mecanismo específico entre órgãos de promoção das trocas comerciais.

Além disso, Morales, um dos mais firmes aliados de Chávez na região, classificou como "chantagistas" as políticas protecionistas dos Estados Unidos.

"O país onde há mais narcotráfico, a Colômbia, não é castigado.

(...) Se (os EUA) persistirem nos obstáculos, o próximo expulso será o DEA (Departamento Antidrogas dos EUA), não só o embaixador", disse Morales, segundo quem a ONU reconhece seu país como o que mais luta contra o narcotráfico na região.

Antes de viajar ao país caribenho, o presidente boliviano disse ontem à noite, em La Paz, que os "empresários e operários que produzem têxteis vão continuar exportando, se não aos EUA, à Venezuela".

A assinatura dos acordos entre Bolívia e Venezuela acontece após a decisão dos EUA de iniciar um processo para excluir a Bolívia dos benefícios tarifários concedidos aos países andinos por seus esforços na luta antidrogas.

O pacto entre as partes foi selado na base terrestre de Luepa, 1,1 mil quilômetros a sudeste de Caracas, onde Chávez e Morales comemoraram o lançamento do satélite "Simón Bolívar", ocorrido na China.

Após a ratificação dos acordos, Chávez se uniu às críticas de seu colega boliviano ao "império" americano e denunciou que, "até poucas horas" antes do lançamento, os EUA "pressionaram" as autoridades chinesas a suspender o envio do satélite à orbita da Terra.

"Até o ridículo chega o império em sua obsessão por dominar ao mundo", declarou Chávez ao criticar as supostas pressões de Washington para impedir o lançamento de um satélite que, em palavras do presidente venezuelano, servirá para "o desenvolvimento social" e "a cooperação entre os povos".

O "Simón Bolívar", primeiro satélite de comunicações da Venezuela, partiu do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, no sudoeste da China.

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, presente também no ato de assinatura dos acordos, explicou que os convênios fazem parte de um "plano comercial e econômico para, em meio ao processo de crise, fazer avançar a criação de um mercado regional" no âmbito da Alba.

Chávez e Morales se reuniram hoje, menos de um mês após seu último encontro, em Manaus, numa cúpula da qual também participaram o presidente do Equador, Rafael Correa, e o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo fontes venezuelanas, ainda nesta quarta-feira, o presidente boliviano participaria de outro ato com Chávez no sudeste do país, após o que viajaria para San Salvador, onde vai participar da Cúpula Ibero-Americana.

As fontes não deram mais detalhes sobre o programa da visita de Morales nem da agenda de Chávez, que afirmou no último fim de semana que não iria à reunião de dirigentes ibero-americanos em El Salvador. EFE afs/sc

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