Morales diz que vai dialogar com governadores e movimentos civis

La Paz, 11 ago (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou hoje que, quando forem anunciados os resultados oficiais e definitivos do referendo revogatório deste domingo, convocará para um diálogo os governadores departamentais (estaduais) e os movimentos civis e sociais.

EFE |

Em entrevista coletiva, Morales se mostrou disposto a um diálogo "sincero e transparente" com os governadores regionais, inclusive os opositores, e com os movimentos civis e sociais do país.

Morales saiu ratificado deste referendo com um apoio superior a 60%, com 53,19% das mesas de votação apuradas, segundo dados da Corte Nacional Eleitoral (CNE).

Os últimos relatórios da CNE estabelecem que também serão mantidos os cargos dos governadores departamentais opositores de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando, além do governista de Potosí, e serão revogados os de La Paz, Cochabamba e o de Oruro.

Após o referendo e o pedido de Morales pela unidade, hoje na Bolívia foram intensificadas a solicitação de diálogo e de acordo para resolver a crise no país, onde o projeto constitucional do presidente vai de encontro às pretensões autonomistas de vários governadores departamentais opositores.

Embora ontem o presidente boliviano tenha pedido a unidade do país e defendido que a nova Constituição fosse "juntada" aos estatutos de autonomia, hoje não revelou se está disposto a modificar a proposta de Carta Magna para chegar a um acordo com os governadores opositores.

"Não se trata de que Evo Morales como presidente ceda ou conceda, Evo não tem nenhum interesse pessoal, se temos algum interesse é o de buscar a igualdade dos povos", afirmou o presidente boliviano.

De todo modo, insistiu que o diálogo nacional não só será com os governadores, mas também participarão dele os prefeitos do país, assim como as organizações cívicas e movimentos sociais.

"Meu pedido é que entendamos o pedido do povo boliviano que é de transformações na democracia. É necessário levá-las adiante com o diálogo, mas não só entre governadores departamentais e presidente, mas também com os diferentes setores", apontou Morales. EFE sam/bm/rr

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