Morales diz que se OEA não aceitar Cuba, é preciso outra integração regional

La Paz, 19 dez (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que se a Organização dos Estados Americanos (OEA) é tão excludente, tão discriminadora, tão marginadora frente a um possível retorno de Cuba, é preciso buscar outro tipo de integração no continente.

EFE |

Morales fez os comentários à meia-noite (hora local), durante um ato em La Paz para homenagear os 50 anos da Revolução Cubana que levou ao poder Fidel Castro, de quem disse que era "imortal" e "invencível em sua luta contra o imperialismo americano".

Segundo a estatal "Agencia Boliviana de Información" ("ABI"), Morales lembrou em seu discurso que as agressões dos Estados Unidos contra Cuba começaram em 1962, durante uma reunião da OEA no Uruguai e na qual a ilha foi expulsa do organismo.

Para o líder boliviano, este é o momento para que a OEA repare essa "injustiça" e permita o retorno de Cuba a seu seio, e ratificou que se isso não ocorrer, os países da América Latina e do Caribe e outros devem organizar-se em outro processo de integração sem os Estados Unidos.

"Uma OEA tão excludente, tão discriminadora, tão marginadora, se essa é a OEA, companheiras e companheiros, é importante mudar a integração na América Latina, no Caribe e no mundo inteiro", assegurou Morales.

O presidente boliviano também disse que é necessário jogar no lixo a resolução da organização aprovada há 46 anos com a qual Cuba foi expulsa do organismo, segundo a "ABI".

O secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, foi convidado por Morales para assistir amanhã na Bolívia ao ato pelo qual o país será declarado livre de analfabetismo, mas esse acabou delegando sua representação ao assessor Dante Caputo.

O presidente insistiu em elogiar, em seu discurso, a figura de Fidel, do qual também disse que é "companheiro de todos os povos do mundo que lutam por sua libertação e dignidade".

Morales também festejou que a "luta antiimperialista" tenha se estendido, em sua opinião, aos países latino-americanos e do Caribe, "que agora marcham juntos para sua libertação". EFE lav/ab/db

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