Morales diz que provará a Obama atos ilegais de agência antidroga

La Paz, 6 nov (EFE).- O chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, acusou hoje a agência antidrogas DEA de ter fomentado e protegido o narcotráfico no país e disse estar disposto a provar isso perante o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.

EFE |

Morales justificou outra vez, em um ato com chefes da Polícia, a expulsão da DEA, cujos agentes devem sair do país em três meses, ao dizer que foi uma decisão tomada pela "dignidade" boliviana porque essa agência não respeitava a Polícia, nem os comandantes militares.

"E o pior é que a DEA não lutava contra o narcotráfico, mas fomentava o narcotráfico", assegurou.

O governante disse que os ex-comandantes da Polícia sabem "qual era o papel da DEA na proteção de Huanchaca", em alusão a um caso de narcotráfico de grande repercussão internacional em 1986.

Em setembro desse ano, uma expedição científica boliviano-espanhola que descobriu casualmente um laboratório de droga na zona Huanchaca, na região de Santa Cruz, no oriente boliviano, foi massacrada por narcotraficantes.

"Essas grandes fábricas de Santa Cruz, em Huanchaca, estavam sob a proteção da DEA dos EUA", afirmou Morales, que assegurou que as investigações sobre o assunto nunca esclareceram esse caso.

"Alguns políticos dizem que com o abandono da DEA vai fomentar o narcotráfico como se não tivessem confiança em nossa Polícia nacional. Eu tenho muita confiança", comentou.

Segundo ele, a agência antidrogas americana soube também em 1995 de outro famoso caso de tráfico de quatro toneladas de cocaína em um avião que conseguiu partir de La Paz com destino ao México, mas que acabou sendo detido em Lima. EFE ja/rr

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