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Morales diz que oposição busca ditadura civil na Bolívia

Por Rodrigo Martínez COCHABAMBA, Bolívia (Reuters) - A três dias do referendo que decidirá sobre sua continuidade ou não no cargo, o presidente da Bolívia, Evo Morales, saiu na quinta-feira em defesa da democracia e acusou a oposição de tentar implantar uma ditadura civil no país.

Reuters |

Presidindo um desfile militar por ocasião do aniversário das Forças Armadas em Cochabamba, cidade governada pela oposição, Morales criticou os violentos protestos desta semana, que o impediram de se encontrar com os presidentes de Venezuela e Argentina em Tarija, sul da Bolívia, devido ao fechamento do aeroporto local.

'Lamento muito agora que as ditaduras dos anos 60 e 70 estejam sendo substituídas por alguns grupos que tomam aeroportos, que tomam tribunais eleitorais regionais, que baleiam carros de ministros', disse Morales no desfile, em que participaram cerca de 2.500 soldados fardados e 2.500 indígenas em trajes típicos.

Segundo as pesquisas, Morales terá no domingo os votos necessários para ficar no poder. O governo espera ainda que alguns governadores de oposição sejam destituídos no mesmo referendo, e que o resultado crie ambiente político para a aprovação da nova Constituição nacional.

'Lamento muito como alguns que neste momento faltam com respeito à democracia faltem com respeito ao povo boliviano e apliquem esta espécie de ditadura civil, atentando contra a democracia', disse Morales.

Em 183 anos de vida independente (completados na quarta-feira), a Bolívia teve 190 golpes de Estado. Nos últimos cinco anos, seis presidentes se sucederam -- Morales foi eleito em 2005.

(Reportagem de Rodrigo Martínez, em Cochabamba, com reportagem de Ana María Fabbri, em La Paz)

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