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Morales diz que Obama devolverá benefícios à Bolívia se tiver consciência

La Paz, 31 dez (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje que se o líder americano, Barack Obama, tiver consciência social, vai devolver a seu país os benefícios alfandegários andinos conhecidos como ATPDEA.

EFE |

Morales disse que considera "uma vingança política" dos EUA contra a Bolívia a exclusão dos benefícios da lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA, na sigla em inglês).

O presidente boliviano disse ainda que, quando Obama ganhou a Presidência, ele estava confiante que "um negro não iria excluir um índio", e afirmou que se "mudou algo em Washington, foi só a cor do presidente".

"Se Obama tiver certa consciência social e quiser revisar (sua decisão sobre a ATPDEA), o cumprimentaremos", acrescentou.

De acordo com o que foi comunicado por Washington, o presidente americano vai recomendar a reintegração da Bolívia ao programa de preferências tarifárias andinas se o país melhorar sua cooperação na luta antinarcóticos.

O presidente boliviano destacou que seu Governo já tinha previsto que podia perder o acesso à ATPDEA, e por isso abriu outros mercados nos países do Mercosul, principalmente Brasil e Argentina.

"Não é que não queremos esses mercados (EUA), mas já prevíamos, sabíamos que por vingança política iam nos fechar, e abrimos outro mercado", afirmou.

As relações bilaterais entre Bolívia e EUA se deterioraram desde que Evo Morales assumiu a Presidência, em 2006. A maior tensão aconteceu em setembro do ano passado, com a expulsão dos embaixadores de ambos os países e a posterior suspensão da Bolívia dos benefícios da ATPDEA.

No entanto, Washington e La Paz iniciaram em maio um diálogo para melhorar as relações bilaterais e estabelecer um acordo mútuo de respeito, cuja assinatura estava prevista para novembro passado, mas até agora não tem data definitiva.

O principal setor afetado pela suspensão da ATPDEA foi o têxtil, que perdeu milhares de empregos em 2009. Morales afirma que, em 2009, foram perdidos US$ 15 milhões pelas exportações aos EUA no setor, apesar de, segundo ele, seu país ter conseguido na Venezuela um mercado de US$ 25 milhões.

Segundo o presidente a Bolívia prevê acabar o ano com um saldo de US$ 450 milhões pelos produtos exportados aos EUA, US$ 76 milhões menos que os US$ 526 milhões de 2008. EFE lav/fm

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