La Paz, 25 jul (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que não há argumentos jurídicos nem políticos para suspender o referendo revogatório como ordenou o Tribunal Constitucional em uma decisão que foi apoiada por uma das nove cortes departamentais (estaduais) do país.

Em discurso em Cochabamba, Morales disse que "a direita" está usando suas influências em diversos organismos para evitar a consulta do próximo dia 10 de agosto.

O tribunal, que tem uma única juíza pela renúncia consecutiva de seus outros quatro membros, ordenou a suspensão da consulta até que aconteçam as nomeações pendentes no Constitucional e este órgão possa decidir se o referendo é de acordo ou não com a Carta Magna.

A decisão do órgão judicial foi respaldada nas últimas horas pela Corte Eleitoral Departamental (CDE) de Chuquisaca, onde há um forte movimento opositor em sua capital, Sucre.

"Venham de onde venham os argumentos políticos e jurídicos para (deter) o referendo revogatório, não vão conseguir parar", disse o líder indígena.

O presidente da Corte Nacional Eleitoral (CNE), José Luis Exeni, também ratificou esta semana a realização do plebiscito, apesar da resolução judicial, porque em seu critério não há uma proibição explícita para suspender a consulta. EFE ja/rr

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