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Morales diz que não deseja romper relações com EUA

La Paz, 13 set (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje que, onde o império está, não há desenvolvimento, nem superação, nem dignidade, ao justificar sua decisão de pedir a expulsão do embaixador dos Estados Unidos em La Paz, Philip Goldberg.

EFE |

Em um encontro com correspondentes estrangeiros, Morales afirmou que sua decisão de declarar Goldberg "persona non grata" não quer dizer que a Bolívia deseja romper relações com os Estados Unidos nem "com ninguém".

Mas o que este embaixador fazia na Bolívia "é muito grave", segundo o presidente, que acusa Goldberg de ter conspirado contra o Governo boliviano, apoiando e financiando seus opositores.

Morales afirmou que o embaixador americano se reuniu no final de agosto "reservadamente" com o governador regional de Santa Cruz, Rubén Costas, um de seus mais inflexíveis opositores.

Costas teria chamado Morales de "animal, macaco, incapaz e excelentíssimo assassino", segundo lembrou o próprio presidente boliviano.

Depois desta reunião, que provocou o mal-estar da Chancelaria, o chefe de Estado boliviano lembrou também que o embaixador se reuniu com a governadora opositora de Chuquisaca, Savina Cuéllar, que, no dia seguinte, pediu "a renúncia do presidente".

O líder aimara, que sempre se definiu como antiimperialista, disse que sua decisão obedece também "à luta histórica dos povos indígenas", que sofreram 500 anos nas mãos de "impérios de turno".

"Onde está o império não há desenvolvimento, mas onde se libertam sim", disse Morales, que, neste sentido, disse ser simpatizante e admirador do Irã, país o qual visitou recentemente.

O presidente advertiu, com ironia, de que o chamado "eixo do mal", como são conhecidos os países aliados da Venezuela, "vai seguir crescendo, porque no fundo é o eixo da humanidade, da dignidade" e da defesa "do planeta Terra".

Questionado sobre as conseqüências que a crise com os Estados Unidos pode ter para a Bolívia, Morales esclareceu que Washington já "cortou" US$ 20 milhões do país para a luta contra o narcotráfico.

Em referência a eventuais cortes em programas de cooperação, o presidente destacou que só 20% ou 30% do que qualificou de "suposta" ajuda americana favorecem a Bolívia e o resto do dinheiro acaba nas mãos de empresas privadas dos EUA. EFE sam/db

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