Morales diz que não cairá em provocações da oposição

La Paz, 19 ago (EFE).- O Governo de Evo Morales insistiu hoje no diálogo com seus opositores regionais e lhes advertiu que não cairá em provocações, apesar da intensificação dos protestos dos dirigentes autonomistas de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca.

EFE |

Estas cinco regiões - todas controladas pela oposição - realizaram hoje uma greve geral contra Morales pedindo a devolução da receita advinda do lucro do petróleo que, desde o início do ano, o Governo Morales destinou aos maiores de 60 anos.

Após um dia marcado por choques violentos em Santa Cruz e de calma no resto dos departamentos em greve, os dirigentes destas regiões anunciaram que continuarão amanhã suas medidas de pressão com um bloqueio de estradas nacionais de 24 horas.

Em entrevista coletiva em La Paz, o ministro de Governo (Interior), Alfredo Rada, lamentou que as autoridades e líderes cívicos destas regiões "não entendam que a Bolívia quer tranqüilidade", e se mostrou convencido de que o bloqueio de amanhã "não terá efeito".

Segundo o Governo, as medidas de pressão da oposição "prejudicam apenas seus próprios departamentos", e tentam unicamente "angustiar a situação do país".

"Não vamos cair na provocação nem no caminho do confronto", assegurou Rada.

Nove dias depois do referendo realizado na Bolívia, a tentativa de diálogo entre o Governo e a oposição fracassou, e os dirigentes autonomistas aumentaram seus protestos contra o Executivo.

A consulta, que ratificou Morales e seus principais rivais regionais, não conseguiu atenuar a crise política do país, onde o projeto constitucional do presidente indígena enfrenta a forte oposição de vários governadores que impulsionaram um processo autonomista em seus departamentos. EFE sam/mh

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