Morales diz que não assinará documento que não condene bases na Colômbia

Bariloche (Argentina), 28 ago (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, advertiu hoje que não assinará nenhum documento que não expresse uma rejeição da União de Nações Sul-Americana (Unasul) à presença de bases militares estrangeiras na região.

EFE |

"Sinceramente digo que é impossível que eu assine um documento que não diga que 'rejeitamos as bases estrangeiras na América do Sul'", ressaltou, em um discurso durante a cúpula da Unasul em Bariloche.

Morales disse que as controvérsias que rodeiam o pacto de cooperação militar entre a Colômbia e os Estados Unidos estariam "resolvidas" se o texto "incluísse o que diz" o líder colombiano, Álvaro Uribe, que "não há bases militares americanas em território colombiano".

"Não há bases militares dos EUA na Colômbia, disse Uribe, pois assinemos isso que reiterou nosso irmão presidente Uribe", insistiu Morales.

O governante boliviano reiterou sua proposta de convocar um plebiscito para que a população sul-americana, que, segundo sua opinião, "é antiimperialista", se pronuncie sobre a presença militar estrangeira na região.

"Não há porque ter medo de nossos povos. Seria histórico.

Certamente vamos consultar nossos povos", disse.

Também repetiu que tropas de elite do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA "lideraram" o golpe de Estado que retirou o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya do poder, no dia 28 de junho.

Morales afirmou que "o único intervencionismo que houve antes e agora na América Latina é o dos americanos" e que "estão tentando enganar a população com a luta contra o narcotráfico". EFE alm/pd

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