Morales diz que estuda levar separatistas à Justiça militar

Quito, 24 mai (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, que hoje fez uma rápida visita ao Equador, afirmou em Quito que cogita levar à Justiça militar os opositores separatistas que promovem atos terroristas em seu país.

EFE |

Morales, que chegou esta madrugada a Quito, participou hoje das comemorações pelos 187 anos da independência do Equador, ao lado do chefe de Estado equatoriano, Rafael Correa, e do seu colega venezuelano, Hugo Chávez.

"Os separatistas devem ser julgados pela Justiça militar", afirmou o boliviano numa entrevista coletiva, concedida antes de seu retorno a La Paz.

O presidente disse ainda que, por ser ano eleitoral na Bolívia, os opositores tentarão fazer algo contra seu Governo.

Depois de derrotada nas urnas, sobretudo no referendo revogatório, a oposição boliviana "agora organiza magnicídios" e promove o "separatismo mediante o terrorismo", disse o chefe de Estado.

"Felizmente", acrescentou Morales, "há uma grande unidade dos trabalhadores do campo e da cidade", que ficou evidente nas manifestações camponesas até La Paz e nos protestos marcados por greves de fome.

O governante disse ainda que, ao ouvir o povo, as pessoas sugeriram que "os separatistas sejam julgados pela Justiça militar".

"Surpreendeu-me essa decisão do povo, que nunca tinha pensado na Justiça militar" na hora de ver os "traidores da Pátria" serem punidos.

Essa iniciativa e outras serão analisadas durante uma reunião que Morales pretende ter amanhã, em Chuquisaca. EFE fa/sc

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