La Paz, 4 out (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que o capitalismo está desmoronando no mundo, como reflete a crise financeira nos Estados Unidos, cujo Governo aplicará um plano de resgate de US$ 700 bilhões.

"O capitalismo está desmoronando em nível mundial", disse Morales, para quem o plano de resgate aprovado nos EUA é um programa para os pobres desse país salvarem os ricos.

O presidente boliviano afirmou que "os ricos quebram sua economia e os pobres têm que pagar a quebra dos ricos".

"Em resumo, é isso o que está acontecendo", disse Morales, ao reiterar que "o capitalismo não é solução para a humanidade".

"Para defender seu capital, o que fazem (os EUA): guerra e guerra, intervencionismo militar como o que estão fazendo no Iraque.

Isso não é nenhuma solução e, por isso, estamos apostando em mudar esse modelo econômico", acrescentou.

Morales fez essas declarações durante um ato com camponeses em Asunta, em La Paz, onde inaugurou um programa de destruição das plantações de coca excedentes para não serem destinadas ao narcotráfico.

A lei antidrogas boliviana exige a destruição anual de pelo menos cinco mil hectares de coca como parte da luta contra o narcotráfico, enquanto permite 12 mil hectares dessas plantações para fins culturais e medicinais.

As relações entre EUA e Bolívia chegaram a uma fase crítica depois que Morales expulsou o embaixador americano em La Paz, Philip Goldberg, atitude à qual o Governo dos EUA respondeu fazendo o mesmo com o embaixador boliviano em Washington, Gustavo Guzmán.

Da mesma forma, Morales reiterou hoje sua decisão de negar permissão do Governo para que um avião da agência antidrogas americana (DEA, em inglês) faça vôos no espaço aéreo boliviano. EFE ja/wr/db

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