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Morales diz que ainda há perigo de golpe eleitoral na Bolívia

Por Carlos Alberto Quiroga LA PAZ (Reuters) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta terça-feira que ainda existe no país um risco de golpe eleitoral por parte de autoridades regionais de oposição que tentam impedir a realização de um referendo revogatório de mandato marcado para o dia 10 de agosto, e do qual Morales espera sair fortalecido.

Reuters |

O líder boliviano, que vê no processo eleitoral uma forma de romper o cerco da oposição em torno da 'revolução' socialista que pretende implantar, deu o alerta ao encerrar, na madrugada, um congresso de cocaleiros no qual foi confirmado como dirigente da categoria em que iniciou sua carreira política.

No evento, Morales recebeu o apoio dos cocaleiros para a realização do referendo horas depois de o processo ter sido ratificado pela Corte Nacional Eleitoral (CNE), mediante uma resolução que derrubou a medida imposta pela Justiça na semana passada, em meio a esforços para impedir a votação.

O líder boliviano, que nas últimas semanas recebeu o apoio dos presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Luiz Inácio Lula da Silva, disse que alguns dos governadores departamentais tentariam boicotar o processo.

'O aviso dado (pelos cocaleiros) às cortes eleitorais dos Departamentos é uma boa mensagem porque as cortes querem dar um golpe contra a democracia', disse Morales.

O presidente, que, segundo várias pesquisas, teria seu mandato ratificado na votação, afirmou que o 'golpe' contra a consulta popular tinha por objetivo impedir a finalização de um processo complexo de reforma da Constituição e proteger os governadores da oposição.

Quatro dos nove Departamentos bolivianos desafiaram o governo central no começo deste ano ao aprovarem, em referendos regionais, uma maior autonomia.

O ministro boliviano da Presidência, Juan Ramón Quintana, admitiu na segunda-feira à noite que as cortes regionais, consideradas próximas dos governadores, podem erguer um 'último obstáculo legal' contra o referendo.

A CNE marcou para quarta-feira uma reunião com as cortes eleitorais dos nove Departamentos.

Segundo Morales, 'parece que algumas cortes querem agora substituir a ditadura militar das décadas de 60 e 70. O não cumprimento de uma lei nacional aprovada pelo Congresso (a lei do referendo) significa um golpe contra a democracia, um golpe contra o povo.'

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