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Morales diz que a América Latina vive uma rebelião contra os impérios

La Paz, 28 jun (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que a América Latina vive uma rebelião contra os impérios e contra o modelo econômico neoliberal, que definiu como um instrumento do capitalismo.

EFE |

Em um ato público no povoado de Salinas de Garci Mendoza, no departamento de Potosí (sul), o governante de esquerda destacou que em vários países da região latino-americana está sendo gestada "toda uma rebelião".

"Na América Latina, há uma rebelião de povos contra os impérios; portanto, uma rebelião contra um modelo econômico chamado neoliberalismo", disse Morales, que também criticou os Estados Unidos.

Segundo o chefe de Estado boliviano, os EUA, "sob pretexto de ajudar as comunidades", utilizam a agência americana para o desenvolvimento internacional (USAID, na sigla em inglês) para ter "controle político" sobre algumas nações às quais oferecem ajuda.

Na quinta-feira, a USAID confirmou a evacuação de sua equipe da região boliviana do Chapare (centro) em razão das ameaças recebidas por sindicatos cocaleiros, dos quais Morales ainda é o presidente.

Os produtores de coca da região acusam os representantes da USAID de conspirar contra Morales e de serem "agentes do imperialismo".

A ação dos cocaleiros voltou a ser apoiada pelo governante, que hoje afirmou que o Chapare "é um território livre do imperialismo americano".

"Alguns impérios ainda tentam nos humilhar usando como pretexto a luta contra o terrorismo e a luta contra o narcotráfico", enfatizou o chefe de Estado.

Morales também elogiou a decisão do Equador de não permitir a instalação de uma base militar americana em seu território.

O presidente boliviano disse ainda defender seu país do neoliberalismo e aprofundar o processo de mudança empreendido por seu Governo. EFE rs/bm/sc

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