Santiago do Chile, 15 set (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, se mostrou hoje surpreendido com a solidariedade dos líderes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), e destacou que pela primeira vez na história da América do Sul os países da região decidem resolver seus próprios problemas.

"Pela primeira vez na história sul-americana, os países da região decidem resolver os problemas da América do Sul", afirmou Morales, após o fim da "reunião de urgência" convocada pela governante chilena, Michelle Bachelet, - presidente temporária do bloco - para analisar a crise da Bolívia.

O líder boliviano lembrou que antes a solução de alguns assuntos internos ou bilaterais da região era tratada antes "inclusive" nos Estados Unidos.

"Felizmente começamos resolver nossos assuntos mediante a Unasul e agora (estamos) muito mais comprometidos para aprofundar essa integração sul-americana", ressaltou Morales em Santiago.

"A ação da América do Sul é para defender a vida, a igualdade, e a identidade", acrescentou.

O líder, que reiterou seu agradecimento a Bachelet por convocar esta reunião extraordinária, destacou ainda que o bloco trabalha pela unidade da América do Sul e "neste momento pela unidade dos bolivianos e bolivianas".

Além disso, agradeceu a "posição firme de defender a democracia e a unidade do povo boliviano".

Morales se mostrou "surpreendido com a solidariedade dos 12 Governos, nove presidentes, um chanceler e dois embaixadores que estavam nesta reunião", detalhou.

"Esperamos que os grupos opositores entendam esse manifesto da América do Sul, não somente dos presidentes, porque também recebi declarações públicas dos movimentos sociais da região e do mundo", ressaltou Morales.

O presidente da Bolívia afirmou ainda que o Governo e os movimentos sociais "trabalham sempre buscando a igualdade dos bolivianos e bolivianas". EFE pg/mh

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