Morales descarta antecipação das eleições na Bolívia

O presidente da Bolívia, Evo Morales, descartou neste sábado a possibilidade de antecipar as eleições gerais no país, caso no domingo o Sim à nova Constituição seja o vitorioso em um referendo nacional, em uma entrevista coletiva concedida à imprensa estrangeira.

AFP |

"Nunca nos passou pela cabeça adiantar as eleições", disse Morales, antes de acrescentar: "Me surpreende a pergunta porque nunca havíamos pensado em antecipar nem atrasar, pois há normas que devem ser respeitadas".

Um artigo transitório do projeto de Carta Magna que será votado no domingo prevê para 6 de dezembro a realização de eleições gerais e estabelece a possibilidade de apenas uma reeleição presidencial.

"Respeitaremos a vontade política, a decisão do povo boliviano", completou o presidente.

Uma eventual antecipação das eleições gerais previstas para dezembro deste ano começou a circular esta semana como boato entre a oposição.

"Não pensamos nesta possibilidade", afirmou durante a semana o ministro do Desenvolvimento Rural e principal incentivador da nova Carta Magna, Carlos Romero.

Ele comentou que uma eventual antecipação das eleições precisaria ser objeto de um grande acordo nacional, proposta que foi rejeitada de modo imediato pela oposição de direita.

A Bolívia vota no domingo um referendo constituinte. No caso de vitória do 'Sim', o país terá eleições gerais em dezembro deste ano para renovar presidente, vice-presidente, senadores e deputados.

rb/fp

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