La Paz, 2 ago (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu hoje seus colegas da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa, das acusações que vinculam ambos às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Morales, que participou hoje de um ato no leste do país, classificou como "montagem para desprestigiar presidentes revolucionários" o vídeo em que o guerrilheiro colombiano Víctor Julio Suárez Rojas, conhecido como "Macaco Jojoy", dá a entender que fez contribuições à campanha eleitoral de Correa em 2006.

O chefe de Estado boliviano também se referiu aos três lança-foguetes em poder das Farc e que foram vendidos pela Suécia às Forças Armadas venezuelanas em 1988. O caso fez Bogotá cobrar explicações a Caracas, que respondeu congelando as relações bilaterais.

"Na semana passada, ouvi dizer que o presidente Chávez dá armas às Farc. Quem pode acreditar nisso? É uma campanha suja que vem do império (americano)", acrescentou.

"Como inventam coisas para decapitar Governos que trabalham por seu povo, pelos setores mais desfavorecidos", afirmou Morales.

O presidente boliviano também acusou o Comando Sul dos Estados Unidos de ser o principal responsável pelo golpe de Estado em Honduras.

Segundo Morales, o golpe militar é "uma advertência" do "imperialismo americano" para frear o crescimento da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), integrada por Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua, Honduras, Dominica, São Vicente e Granadinas e Antígua e Barbuda. EFE gb/sc

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