O presidente da Bolívia, Evo Morales, decretou na noite desta quinta-feira 24 horas de luto nacional pela morte de oito camponeses em confrontos no norte do país, e chamou os militantes da oposição de criminosos.

O vice-presidente, Álvaro García Linera, disse em entrevista coletiva no Palácio de Governo, em La Paz, que Morales "decidiu declarar luto nacional de 24 horas" pelas mortes no departamento de Pando.

"Este brutal assassinato de camponeses é o resultado de uma escalada terrorista, criminosa, que começou com o saque de instituições públicas em Santa Cruz, Tarija e Pando".

García Linera qualificou os grupos ligados aos governadores de oposição de "quadrilhas e bando de marginais financiados e promovidos pelos comitês cívicos destas regiões".

Pelo menos oito pessoas morreram e várias ficaram feridas hoje nos combates entre opositores e partidários de Morales no departamento de Pando, na fronteira entre Bolívia e Brasil.

Os confrontos ocorreram na comarca de Porvenir, 30km a leste da cidade de Cobija, capital de Pando, quando grupos cívicos e funcionários do governo local tentaram impedir uma reunião de camponeses pró-Morales.

Na cidade de Santa Cruz, capital da região mais rica da Bolívia e base da oposição de direita, jovens ligados ao comitê cívico-empresarial enfrentaram grupos aliados ao governo central, sem maiores consequências.

Santa Cruz de la Sierra, capital de Santa Cruz (sul), está totalmente isolada do resto do país devido a bloqueios de estradas instalados tanto por grupos oposicionistas quanto por seguidores de Morales.

Na cidade de Tarija (sul), os incidentes, que começaram na quarta-feira, já deixaram 17 feridos e 60 contundidos.

Entre os cinco departamentos que fazem oposição a Morales, ocorreram confrontos em Santa Cruz, Pando, Tarija e Beni, e apenas Chuquisaca viveu um dia tranquilo hoje.

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