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Morales declara diplomata americano persona non grata na Bolívia

LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou nesta segunda-feira o diplomata da embaixada dos Estados Unidos persona non grata em La Paz. O chefe de Estado alega que Francisco Martínez conspirou com opositores do governo e está vinculado a uma suposta trama de espionagem organizada pela CIA (agência central de inteligência dos EUA).

Redação com agências internacionais |


O líder boliviano afirmou que o funcionário americano de origem mexicana "era o contato permanente com grupos opositores durante toda a etapa da conspiração", em alusão direta ao "golpe de Estado cívico-prefeitoral" que, segundo o governo boliviano, a oposição tentou dar no ano passado.

"Era a pessoa da embaixada dos Estados Unidos que entrava em contato com alguns ex-policiais que operavam no Centro de Operações Especiais (da Polícia boliviana) e, nesta segunda-feira, decidi declará-lo 'persona non grata'", disse Morales em discurso no Palácio do Governo em La Paz.

Em fevereiro, funcionários americanos negaram as acusações iniciais feitas pela administração de Morales contra Martínez, que está credenciado como segundo secretário da embaixada americana na capital da Bolívia. Os oficiais chamaram a acusação de infundada e acusaram Morales de usar os Estados Unidos como bode expiatório na política nacional.

"Não entendemos como o presidente quer melhorar as relações com os Estados Unidos e ao mesmo tempo continua fazendo acusações falsas", disse a porta-voz da embaixada norte-americana, Denise Urs, em um relato na semana passada.

O líder boliviano ressaltou que foram feitas "profundas investigações" sobre Martínez, e pediu ao ministro das Relações Exteriores, David Choquehuanca, para comunicar à embaixada dos EUA sua decisão "pela dignidade dos bolivianos e para acabar com a corrupção externa".

Em setembro Morales expulsou o embaixador dos Estados Unidos, Philip Goldberg, alegando que ele estava incitando a oposição política. A medida gerou polêmica entre partidários de Morales e ativistas pro-autonomia das classes mais abastadas da Bolívia. Em resposta, os EUA fizeram o mesmo com o embaixador boliviano, Gustavo Guzmán.

(Com informações da EFE e da AP)

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