Morales decide não participar de atos do Supremo Tribunal

La Paz, 2 jan (EFE).- O Governo boliviano atacou hoje outra vez a Corte Suprema e anunciou que o presidente Evo Morales não vai participar da inauguração de suas atividades na próxima semana porque vários juízes atuam de forma política e rejeitam o projeto de uma nova Constituição.

EFE |

O ministro da Defesa, o advogado Wálker San Miguel, sustentou que em um ano em que se espera ter uma nova Carta Magna "é francamente impossível" que Morales participe de um ato junto com magistrados que estão "vinculados" ao "passado político e partidário" de Governos anteriores.

San Miguel disse que nenhum membro do Executivo vai participar dos atos programados para a próxima quarta-feira dia 7 na cidade de Sucre, sede do Poder Judiciário, e que se transformou em outra região onde há uma forte oposição ao governante boliviano.

O líder quíchua Savina Cuéllar, governadora de Chuquisaca, cuja capital é Sucre, também é uma ferrenha opositora a Morales e ao projeto de nova Carta Magna, que será submetido a um referendo nacional no próximo dia 25 de janeiro.

O texto constitucional propõe que os novos magistrados da Corte Suprema sejam escolhidos por votação com o propósito, segundo o Executivo, que as designações sejam diretas e por méritos e não por acordos políticos entre os partidos.

O vice-ministro de Coordenação com Movimentos Sociais, Sacha Llorenti, ironizou o fato de o presidente do tribunal supremo, Eddy Fernández, dar durante esse ato da próxima semana um relatório sobre o atraso nos juízos a ex-autoridades.

Em Sucre, Fernández se limitou a dizer hoje à "Rádio Pan-americana" que se finalmente Morales não participar dos atos da Corte Suprema, "não só será um desprezo ao Poder Judiciário, mas um desprezo ao povo boliviano". EFE ja/ma

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