Morales critica imprensa após ser acusado de humilhar repórter

La Paz, 10 dez (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje que no país não somente há liberdade de expressão, mas libertinagem para que a imprensa ofenda a todos, como reação às críticas que consideram que ele humilhou um jornalista em um ato público. Se não houvesse liberdade de expressão, não haveria a seguinte manchete: Evo negociou sinal verde com os contrabandistas, disse Morales durante um discurso feito por ocasião da declaração do departamento de Tarija, sul, livre de analfabetismo. O presidente assegurou que só tentou se defender quando, em um discurso no Palácio do Governo, obrigou na terça-feira um repórter do jornal La Prensa a ficar a seu lado para entregar documentos que supostamente desmentem essa notícia. O líder tinha dito ao jornalista que, se não se aproximasse, isso significaria que tinha mentido na reportagem, embora, segundo o jornal, o jornalista não fosse o autor da matéria. Por esses fatos, Morales foi criticado por associações de imprensa, veículos de comunicação, pelo defensor público e por opositores, que consideraram que humilhou o repórter e pediram que se desculpasse. A notícia que causou a polêmica diz que o presidente negociou com os contrabandistas dois meses antes de estourar um escândalo na região de Pando quando a Polícia deteve 33 caminhões que pretendiam passar ao Brasil. Se esse periódico, La Prensa, comprovar que Evo negociou, apresente-me os documentos, terei a moral para descu...

EFE |

) o periódico deve se desculpar com Evo Morales, com o Governo e com o povo boliviano", disse o líder.

O caso de contrabando, que está sendo investigado no Congresso, tem a ver com uma denúncia de corrupção do ex-presidente da Alfândega, o general aposentado César López, contra o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana.

Quintana foi acusado por López de ter feito tratos com os contrabandistas, o que foi negado pelo ministro, que foi ratificado em seu cargo por Morales perante os pedidos de renúncia feitos pela oposição. EFE az/db

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