Morales convoca militares para garantirem segurança na Bolívia

La Paz, 23 ago (EFE) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou hoje que deu instruções às Forças Armadas para dar segurança e defender o povo, diante dos protestos de seus opositores autonomistas e do temor de que tomem campos petrolíferos e de gás. O Governo boliviano tem a obrigação de dar segurança. Conversei com o comandante-em-chefe das Forças Armadas da Nação, general (Luis) Trigo, que tem instruções precisas de dar segurança e defender o povo, afirmou Morales em um ato com movimentos sociais em Cochabamba (centro).

EFE |

Ele também destacou que "bloquear os gasodutos é praticamente atentar contra a economia do país, não é prejudicar Evo, nem o Governo, mas o povo boliviano".

Após o referendo sobre mandatos de 10 de agosto e o fracasso de uma primeira tentativa de diálogo com Morales, os opositores autonomistas organizaram uma série de protestos para reivindicar a devolução da receita proveniente do lucro do petróleo que o Governo cortou das regiões este ano para pagar uma ajuda direta aos idosos.

Os autonomistas de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, com o apoio dos de Chuquisaca, organizaram nas últimas semanas uma greve de fome, uma paralisação geral, bloqueios de estradas nacionais e a suspensão do fornecimento de carne bovina para as regiões andinas.

Além disso, os dirigentes cívicos da zona do Chaco (sudeste) devem bloquear, a partir de segunda-feira, as rotas internacionais para o Paraguai e a Argentina.

Também contemplam outras medidas como a ocupação de campos petrolíferos ou o fechamento de válvulas dos gasodutos de exportação, disse na sexta-feira à Agência Efe o presidente do Comitê Cívico de Tarija, Reynaldo Bayard, apesar dos opositores não terem fornecido mais detalhes.

Segundo publicou hoje o jornal boliviano "La Prensa", o Governo fortaleceu a vigilância militar nos poços de petróleo da zona do Chaco.

Morales também anunciou hoje em Cochabamba que o Executivo estuda a aprovação de um decreto supremo contra os governadores regionais que causarem prejuízos à economia da Bolívia.

Além disso, convocou os diferentes setores sociais do país a "controlar" as atuações "tão agressivas" da oposição autonomista que, segundo sua opinião, "já não são apenas reivindicações, mas ações claramente políticas que a direita vai tomando".

Morales fez estas declarações durante a reunião do chamado Conselho Nacional pela Mudança, que agrupa as organizações sociais leais ao Governo e definirá este fim de semana, em Cochabamba, como e quando será aprovado o projeto da nova Constituição. EFE lav/ab/db

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