Morales convoca diálogo com prefeitos dissidentes

O presidente Evo Morales convocou para esta segunda-feira cinco prefeitos dissidentes para resolver a crise política boliviana, com a mediação da OEA e a eventual presença da Igreja Católica.

AFP |

O governo aposta "no diálogo, no diálogo e no diálogo" e "esperamos que os prefeitos (dissidentes de Santa Cruz, Tarija, Beni, Pando e Cochabamba) também dialoguem, por um acordo", disse o vice-ministro da Coordenação Governamental, Héctor Arce.

O prefeito de Santa Cruz, Rubén Costas, alertou que "para um pacto social devemos ter um inspetor e garantias, porque a desconfiança e a informalidade do Executivo são enormes".

As discussões serão mediadas, caso os prefeitos aceitem participar, por um observador da OEA, o argentino Raúl Alconda Sempé, que chegará à La Paz na segunda-feira.

Enquanto os prefeitos discutem se participarão ou não, o presidente Morales disse que tem "esperança de que uma grande maioria deles assistirá ao diálogo", que abordará as autonomias e uma nova Carta Magna.

Os prefeitos, que mantém pendentes os referendos de autonomia de Tarija, Beni e Pando até o fim de junho - apenas o referendo de Santa Cruz foi realizado, em 4 de maio -, se opõem ao projeto de Constituição aprovado em dezembro passado pela Assembléia Constituinte, apoiado pelo Executivo.

A presença da Igreja Católica na reunião é incerta, já que Morales a chama de "sindicato opositor".

rb/cl/LR

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