Morales convoca diálogo com governadores para 12 de maio

Por Carlos Alberto Quiroga LA PAZ (Reuters) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, marcou para 12 de maio um esperado diálogo com os governadores dos nove departamentos do país, em uma tentativa de destravar os processos de mudança constitucional e de autonomia que ocorrem no país.

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Morales fez o anúncio na quinta-feira em Santa Cruz, quatro dias depois de os residentes desse Departamento aprovarem um polêmico referendo sobre um estatuto de autonomia que desafia os poderes nacionais e a 'revolução democrática e cultural' impulsionada por Morales.

O presidente disse que decidiu 'convocar urgentemente os nove governadores para a segunda-feira da próxima semana e com eles trabalhar pela autonomia para os povos, uma autonomia para as maiorias nacionais'.

Morales, que como seu aliado venezuelano Hugo Chávez promove mudanças de linha socialista no empobrecido país sul-americano, convocou o diálogo depois de ter lançado duras críticas ao referendo de Santa Cruz, que definiu como 'separatista, ilegal e oligárquico'.

A aposta do presidente é que o diálogo seja a via para conciliar o melhor caminho que os leve a 'uma autonomia com justiça social, com igualdade, com união, pois somos uma família, somos a família boliviana'.

'Esta família boliviana não pode ser dividida (...) a autonomia deve ser para todos os bolivianos e bolivianas, com justiça social, e não autonomia para grupos', acrescentou Morales, cujo projeto de reforma constitucional está bloqueado pela autonomia alentada pela direita.

A declaração de Morales seguiu um encontro em La Paz entre o embaixador norte-americano e o vice-presidente Alvaro Garcia, que foi concluído com uma declaração de respaldo ao diálogo pela união da Bolívia.

'Apoiamos a necessidade e a importância de começar a negociação sobre uma ampla gama de temas com a participação da OEA, grupos de países amigos, a Igreja Católica ou qualquer instituição que seja aceitável para todas as partes', disse Goldberg a jornalistas.

Foi a primeira vez, desde o início do conflito político sobre a nova constituição e as autonomias, que o representante norte-americano expressou 'pleno respaldo a todas as autoridades eleitas democraticamente, assim como o Governo'.

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