Morales comemora terceiro ano de governo com poder consolidado

Evo Morales comemora neste 22 de janeiro seu terceiro ano de governo na Bolívia, com todas as cartas a seu favor para aprovar no próximo domingo em referendo uma Constituição a sua feição e com uma oposição fragmentada, que se esforça desesperadamente para impedi-lo.

AFP |

O governante de raízes indígenas, que despontou do sindicalismo, acena como suas melhores conquistas a nacionalização dos hidrocarbonetos e a distribuição dos lucros na assistência aos idosos e aos escolares, além da erradicação do analfabetismo com o apoio de Cuba e Venezuela.

Na quinta-feira, Morales apresentará ao Congresso um relatório sobre seu governo, no qual menciona que em 2008 a economia do país vai crescer 6,5% e que as reservas ascenderão à quantia recorde de 7,717 bilhões de dólares, quase sete vezes mais que quando assumiu o governo.

O informe também mostrará aos congressistas que as exportações alcançaram a cifra recorde de seis bilhões de dólares, o que permitirá ao governo investir 2,85 bilhões de dólares em obras públicas em 2009.

Apesar destas cifras macroeconômicas, os empresários consideram sua gestão "nefasta", como afirmou recentemente o presidente da Câmara Agropecuária do Oriente (CAO), Mauricio Roca.

A entidade dos empresários bolivianos (CEPB) reivindicou uma reunião de urgência com Morales, argumentando que é necessário "um governo que trabalhe para alcançar metas nos setores empresarial e social, como é o emprego e a inclusão".

A oposição também manifestou preocupações com o gás, cujos investimentos caíram consideravelmente depois da nacionalização, o que impediu um aumento da produção destinada à exportação para Brasil e Argentina e para o consumo interno.

Apesar das numerosas críticas ao seu governo, é evidente que Morales, que ganhou a presidência com 54% dos votos e revalidou seu mandato com um referendo em agosto do ano passado com o apoio de 67% da população, consolidando sua liderança e sobrepondo-se a uma oposição regional tão forte que lhe impedia de ir a cinco das nove regiões bolivianas.

Seguro de seu bom momento, Morales agora se apresenta para outro desafio: refundar a Bolívia a partir de uma nova Carta Magna formulada a sua feição.

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