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Morales celebra consenso e diz que presidentes são operários da construção

Brasília, 23 mai (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que a União de Nações Sul-americanas (Unasul) nasceu com o consenso dos 12 países-membros e chamou os governantes presentes na cúpula de Brasília de operários da construção da unidade regional.

EFE |

"Estamos levantando os alicerces da União do Sul. Sinto que é um dia onde todos nós, como presidentes, transformamo-nos em operários, pedreiros da construção da unidade da América do Sul", disse Morales em sua condição de presidente em fim de mandato.

Ele afirmou que houve consultas permanentes dos presidentes para chegar a um consenso no tratado assinado hoje em Brasília.

"Procuramos ouvir todos e chegar a um consenso geral para o serviço de nossos povos. O tratado não reflete a posição de nenhum país em particular, mas é o encontro dos 12 países da América do Sul", disse.

Afirmou que a União se baseia em princípios de "solidariedade e cooperação", reciprocidade e complementaridade para resolver graves problemas na região.

Trata-se de "compartilhar em vez de competir, ajudar ao outro e não se servir dele", disse.

Morales mencionou alguns dos enunciados do acordo, e destacou princípios como não mais confrontações entre os irmãos sul-americanos, e também a ausência de mais guerras por interesses mesquinhos.

"Também, que a democracia deveria significar ajuda ao povo e não visar ao dinheiro, bem como deveria diminuir assimetrias entre os países", afirmou Morales.

Morales disse que entre as principais conquistas de sua presidência temporária no organismo está a conclusão do próprio Tratado Constitutivo e um mecanismo para o funcionamento da Secretaria-Geral, enquanto entra em vigor o Tratado.

A Unasul já progrediu em vários grupos de trabalho sobre integração financeira, energia, infra-estrutura, educação, mecanismos de resolução de controvérsias e investimentos.

A Presidência da Unasul foi assumida pela governante chilena, Michelle Bachelet, que destacou o início de um longo caminho institucional que passa por acelerar a aprovação do tratado nos respectivos congressos dos países-membros. EFE ol/fh/ma

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