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Morales assume que usará máquina estatal nas eleições de 2009

La Paz, 22 out (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, assegurou hoje que seu plano é chegar às próximas eleições gerais, adiantadas a dezembro de 2009, com mais força e não destroçado politicamente, como acham alguns de seus opositores, assumindo que usará a máquina administrativa estatal para isto.

EFE |

A afirmação foi dada em entrevista coletiva à imprensa nacional e internacional, na qual fez balanço do acordo político que permitiu convocar o referendo da nova Constituição para 25 de janeiro.

Este acordo antecipa o pleito presidenciais a 6 de dezembro de 2009, como propôs a oposição, apesar deo Governo pretender que ocorresse em junho ou julho, para cumprir os prazos previstos na futura Carta Magna.

Morales afirmou que um dos motivos dos parlamentares opositores para atrasar até dezembro as eleições é "porque temiam perder seus cargos".

Outra razão, segundo o governante da Bolívia, é que seus opositores "calculam" que ele vá chegar "destroçado política e economicamente" a dezembro de 2009.

Mas "nosso plano é chegar com mais força", afirmou Morales, assumindo que usará a máquina estatal.

O presidente lembrou que, se em 2005 ganhou o pleito contando com um só veículo para fazer campanha em sete estados, agora tem "movimentos sociais comprometidos, ministros, gabinete, parlamentares (...) Agora há todo um aparelho".

Após a aprovação ontem no Congresso da lei que permite realizar o referendo constitucional, o presidente destacou, no entanto, o trabalho da oposição, "que escuta ao povo e viabilizar as reivindicações do povo".

Ele contrastou esta atitude com a oposição, que, segundo ele, "só bloqueia, que é violenta e tem atitudes terroristas e genocidas", em alusão aos protestos autonomistas de setembro em Santa Cruz e Pando.

Morales também agradeceu aos parlamentares de seu partido (Movimento ao Socialismo, MAS) porque serem "fiéis como soldados".

Além disso, destacou o papel dos movimentos sociais que o apóiam.

"Agora me convenci de que podemos ter um fator de unidade" no país.

Estou surpreendido e contente com o trabalho que fizemos. Fizemos história", manifestou.

O Governo e a oposição conseguiram antecipar o referendo sobre a nova Carta Magna da Bolívia, graças a um acordo que modificou substancialmente 100 artigos do projeto aprovado pela Assembléia Constituinte em dezembro de 2007.

Perguntado se suas bases aceitam plenamente as mudanças que afetam um quarto do texto constitucional que defenderam até agora, Morales assegurou que o "povo está informado sobre este tema".

O presidente revelou que os movimentos sociais que o apóiam "sabiam perfeitamente" que as propostas que se levaram à Assembléia Constituinte "eram um pouco fortes, para depois serem negociadas".

EFE sam/jp

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