O presidente da Bolívia, Evo Morales, aprovou nesta quarta-feira um decreto destinado a apreender propriedades e dinheiro de toda a pessoa acusada de participar de atos secessionistas ou que atentem contra a segurança do Estado, informou o chefe do gabinete civil.

"Este decreto se aplica a todos os cidadãos que estuverem envolvidos em atos que ameacem potencialmente a unidade ou a segurança do Estado; aplica-se a todos aqueles envolvidos direta ou indiretamente", afirmou o ministro Juan Ramón Quintana, em entrevista à imprensa, no palácio de Governo.

Segundo o novo decreto, a apreensão será decretada por um juiz, a pedido de um promotor que, por sua vez, investigará casos de secessionismo ou de atentados contra a segurança do Estado.

A medida - criticada logo de início, por considerar que se presta à perseguição política- surge depois que o governo de Morales e a Justiça denunciaram que prósperos empresários de Santa Cruz, feudo opositor, financiaram um grupo de milicianos que tinha como objeto separar essa região do restante da Bolívia.

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