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Morales aposta em conseguir um mundo sem imperialismo no âmbito da Unasul

La Paz, 11 set (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, apostou hoje na obtenção de um mundo sem imperialismo nem colonialismos, após sancionar a lei por meio da qual o seu país adere ao tratado constitutivo da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

EFE |

Em um ato realizado no Palácio do Governo de La Paz na presença de embaixadores de países latino-americanos e europeus, Morales defendeu a integração da América do Sul e pediu aos membros da Unasul que acelerem em seus respectivos Parlamentos a aprovação do tratado constitutivo desta entidade.

O líder indígena destacou os objetivos da união sul-americana, entre eles a defesa de um mundo "sem imperialismo" e sem "imposições de nenhuma potência".

"Falamos da integridade e da inviolabilidade territorial dos Estados. Nada de separatismo que divida nossos países", declarou o presidente.

Morales, que sempre se definiu como antiimperialista, afirmou isto um dia após ter declarado o embaixador dos Estados Unidos em La Paz, Philip Goldberg, "persona non grata" e de ter pedido a ele que vá embora da Bolívia.

No ato realizado hoje, o presidente também lembrou o objetivo da Unasul de potenciar a autodeterminação dos povos, mas "sem ingerências externas e de acordo com princípios de igualdade".

A Unasul é a concretização de um "sonho" gestado "na longa luta de nossos povos e de nossos movimentos sociais", declarou Morales.

Ele também fez um apelo para superar, por meio de razões e não imposições, as assimetrias e diferenças na comunidade sul-americana para conseguir sua integração.

O presidente também se mostrou convencido de que a América do Sul é uma "esperança para o mundo", pois sua riqueza meio ambiental, florestal e de suas reservas em recursos energéticos.

Por último, o líder reiterou os avanços na construção na cidade boliviana de Cochabamba (centro) do Parlamento da Unasul, que espera ser "melhor" que o da União Européia, ao qual, segundo disse, admira muito.

A Unasul aprovou em maio passado em Brasília a instalação do Parlamento Sul-americano em Cochabamba, embora não tenham sido fixados prazos para isto. EFE sam/fal

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