LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta segunda-feira que aplicará por decreto uma nova Constituição, caso ela seja aprovada no referendo de 25 de janeiro, mas o Congresso se negue a votar as leis necessárias para implementá-la.


Morales advertiu aos parlamentares, durante o encerramento do 7º Congresso ordinário de seu partido, Movimento ao Socialismo (MAS), que se não aprovarem as normas para aplicar a Constituição, ele o fará "por decreto supremo".

"Se não aprovarem normas no Congresso Nacional, baseado no voto do povo boliviano, implementarei mediante decreto supremo a nova Constituição", disse.

O líder insistiu em dar "quase por aprovada a nova Constituição", que irá a referendo dentro de duas semanas após ser estipulada no Congresso entre o partido de Morales e parte da oposição, que conseguiu introduzir mais de 100 modificações ao projeto apresentado pela Assembléia Constituinte, de maioria governista.

Segundo ele, "a tarefa" de seu governo agora será aprovar a nova Carta Magna, para o que será necessário "todo um processo" que requer "minimamente 100 leis".

"Quero pedir aos parlamentares de todos os partidos (que) se quiserem passar à história acompanhem esta transformação profunda", apelou.

Contra o projeto constitucional está fundamentalmente a oposição regionalista, que considera que o texto não cumula suas expectativas de autonomia departamental e critica que não contemple a religião católica como oficial, entre outros pontos.

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