Morales anuncia forte presença do Governo em Pando após estado de sítio

La Paz, 29 set (EFE).- O presidente boliviano, Evo Morales, anunciou que manterá uma forte presença do Governo em Pando quando terminar o estado de sítio neste departamento (estado) no norte da Bolívia, declarado após os confrontos violentos que levaram à morte de pelo menos 18 pessoas, informou hoje a agência ABI.

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Morales afirmou que, em meados de dezembro, quando terminarem os 90 dias de estado de sítio decretados em Pando, manterá uma "forte presença" do aparelho governamental por causa das ameaças contra os camponeses na capital da região, Cobija, fronteiriça com o Brasil.

O Governo ditou o estado de sítio um dia após os confrontos entre governistas e opositores autonomistas que em 11 de setembro causaram a morte de pelo menos 18 pessoas, o que o Executivo considerou um "massacre" contra camponeses.

Por causa da violação do estado de sítio, o Executivo ordenou a detenção do então governador, o opositor Leopoldo Fernández, detido atualmente em La Paz acusado de terrorismo e homicídio, e nomeou um militar para substituí-lo no comando do departamento.

O jornal de La Paz "La Prensa" publica hoje que, após a onda de violência em Pando, cerca de 600 bolivianos teriam cruzado a fronteira em direção ao Brasil e, segundo o Governo Morales, eles não têm condição de "refugiados".

Está prevista a chegada hoje à Bolívia de uma missão da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que iniciará em Cobija uma investigação sobre o massacre de 11 de setembro.

Para o Governo foi um "massacre" de camponeses preparado por funcionários da Prefeitura, mas, segundo parlamentares da oposição, foram os governistas que abriram fogo e provocaram os enfrentamentos. EFE az/ab/fal

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